jun 22

Retratos da Leitura no Brasil em 2016

Fonte: Instituto Pro Livro (Retratos da Leitura no Brasil, Março 2016)

Objetivos

O objetivo do presente artigo é analisar o mercado da leitura no Brasil e apresentar algumas lições importantes para o escritor independente.

Definições

  • Leitor: Leitor é aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses.
  • Não leitor: Não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

População de leitores

Em 2015, estima-se que a população brasileira de leitores seja de 105 milhões. O mercado brasileiro é realmente um grande mercado cheio de oportunidades para os escritores.

Motivações para a leitura e fatores que influenciam a compra:

O estudo aponta que as quatro principais motivações do leitor para a leitura são:

  1. Gosto
  2. Atualização cultural ou de conhecimento geral
  3. Distração
  4. Crescimento pessoal

Os cinco principais fatores que influenciam na escolha de um livro são:

  1. Tema
  2. Dicas de outras pessoas
  3. Autor
  4. Titulo do livro
  5. Capa

O estudo aponta que o tema é o principal fator que influencia a compra do livro e não o autor. Isso é importante para o escritor independente. Significa que existem muitas oportunidades para publicações de nicho que atendem um público específico e sobretudo para publicações que tem como objetivo atualizar o leitor.

Lugares de leitura

Os lugares em que o leitor costuma ler livros

  1. Casa
  2. Sala de aula
  3. Bibliotecas
  4. Trabalho
  5. Transporte

Os lugares de leitura mostram que cada vez mais os leitores costumam ler livros fora de casa (transporte, cafés, salas de aula, trabalho, horário de almoço etc.). Isso significa que o formato do livro publicado por um escritor independente deve ser de bolso, para poder ser transportado com facilidade e consultado fora de casa.

Freios dos leitores à leitura

Os cinco principais motivos por não ter lido mais entre os leitores

  1. Por falta de tempo
  2. Porque prefere outras atividades
  3. Porque não tem paciência para ler
  4. Porque não há bibliotecas por perto
  5. Porque acha o preço de livro caro

Acesso aos livros

As cinco principais formas de acesso aos livros:

  1. Compra em lojas físicas
  2. Compra pela Internet
  3. Presenteados
  4. Emprestados por alguém da família ou amigos
  5. Emprestados em bibliotecas de escolas

O estudo mostra que a compra de livros na internet já é um hábito dos leitores. Portanto, existe espaço para que um escritor independente venda diretamente seus livros na internet no seu site.

As seis principais motivações para a escolha do local de acesso aos livros

  1. Preço
  2. Variedade
  3. Comodidade ou proximidade
  4. Garantia ou confiança
  5. Costume de comprar no local
  6. Oferta de livros especializados

O preço é um fator crítico de escolha do livro. O livro vendido pelo escritor independente deve ser vendido com preço moderado.

Perfil do leitor

Perfil do comprador de livros

  1. Tem nível superior
  2. Está estudando
  3. Classe A
  4. Renda familiar com mais de 10 salários mínimos

O que a leitura significa

  1. A leitura traz conhecimento
  2. A leitura traz atualização e crescimento profissional
  3. A leitura me ensina a viver melhor
  4. A leitura pode fazer uma pessoa ‘vencer na vida’ e melhorar sua situação financeira

O leitor tem geralmente nível superior, portanto os escritores independentes devem procurar sempre melhorar seus conhecimentos adquirindo diplomas e certificações ou participando de treinamentos que demonstrem que eles têm realmente o domínio do tema do livro.

Livros digitais

Leitura de livros digitais

  1. 3/4 nunca leu um livro digital
  2. 1/4 já leu um livro digital
  3. 85% nunca pagou por um livro digital (baixou gratuitamente na internet)
  4. 15% já comprou um livro digital

Livros digitais mais lidos

  1. Livros de literatura, como contos, romances ou poesias
  2. Livros técnicos, para formação profissional
  3. Livros escolares ou didáticos, ou seja, livros utilizados nas matérias do seu curso

O estudo é muito interessante na parte dos livros digitais. Podemos lembrar quatro princípios.

  1. O livro digital é pouco lido. O leitor prefere o formato impresso em papel.
  2. O livro digital não é valorizado pelo leitor. Ele costuma baixar gratuitamente os livros na internet. No Brasil, a pirataria é um risco para o livro digital.
  3. Poucos leitores compram livros digitais. Portanto, o leitor tem hábito de comprar um livro impresso. Ele valoriza bem mais o produto físico do que o produto digital.
  4. O leitor tem ciência que numerosos livros digitais são gratuitos por já estão no domínio público (livros clássicos) ou porque são publicações técnicas de interesse geral.

Atividades realizadas na Internet

  1. Trocar mensagens no WhatsApp ou no Snapchat
  2. Enviar e receber e-mails
  3. Acessar ou participar de redes sociais, blogs ou fóruns
  4. Escutar música
  5. Assistir vídeo, filmes ou TV online
  6. Trabalhar ou buscar informações sobre o trabalho ou profissão

O estudo é interessante porque ele mostra que o uso da internet no celular é muito comum e que uma grande parte do dia é dedicada a várias atividades consumidores de tempo e de bateria dos celulares tais como trocar mensagens, enviar e receber emails ou acessar redes sociais ou escutar música. O celular que é muito usado para muitas atividades na internet não parece ser considerado como uma ferramenta adequada de leitura. Se usado para tal o celular ficará descarregado rapidamente e ele não poderá ser usado para as demais atividades (mensagens, redes socais, música e vídeos). Considerando que o celular é a primeira forma de conexão na internet no Brasil, isso mostra que o livro digital não é um bom negócio para o escritor independente, já que o leitor brasileiro não valoriza o livro digital e que o livro impresso permanece a primeira ferramenta de leitura no Brasil.

Perfil da população dos não leitores

Os cinco principais motivos por não ter lido entre os não leitores

  1. Por falta de tempo
  2. Porque não gosta de ler
  3. Porque não tem paciência para ler
  4. Porque prefere outras atividades
  5. Porque tem dificuldades para ler

O estudo mostra que os “não leitores” não tem tempo, não gostam, não tem paciência ou não gostam de ler. Portanto, eles podem ser tornados consumidores de produtos alternativos como áudio livros que poderão ser escutados nos transportes públicos ou vídeos que poderão ser assistidos no celular.

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jun 22

Quais são as lições da evolução do mercado de música em 2016 para o músico e produtor independente?

Objetivos

O presente artigo tem como objetivo analisar as tendências atuais da evolução das receitas globais e brasileiras de venda de música e apresentar algumas lições para quem quiser vender diretamente sua música (músicos ou produtores fonográficos independentes).

Evolução das receitas globais da indústria da música

A Receita global da indústria da música cresceu 5,9% em 2016 atingindo 15,7 bilhões de dólares. O streaming interativo (escuta de música sob demanda) foi o responsável nos últimos anos pela lenta, porém consistente recuperação do mercado fonográfico mundial em todas as suas regiões, tendo o número de assinantes ou subscritores de plataformas de streaming de músicas alcançado a marca de 112 Milhões no mundo inteiro em 2016.

Em 2016, as receitas globais de streaming cresceram +60,4% enquanto que as receitas globais com o download de música tiveram um declínio de -20,5% e as receitas com as vendas físicas de CDs e DVDs tiveram um declínio de -7,6%.

Evolução das receitas brasileiras da indústria da música

O Brasil se tornou um mercado de streaming em 2016!

A superioridade do modelo de negócio de streaming (Apple Music, Spotify, Deezer etc) já está consolidada no Brasil em 2016. O streaming remunerado, tanto por subscrição como por publicidade, é o modelo que mais gera recursos para o setor. Em 2016, o streaming de música cresceu +52,4% no Brasil enquanto que as receitas de vendas físicas de CDs e DVDs tiveram um declínio de -43,2% e as vendas de música por download tiveram um declínio de -44.9%.

 

Modelo de negócio Receitas brasileiras em 2016 Evolução

2016 vs 2015

Streaming USD 90,8 milhões +52,4%
Execução Publica (rádio, shows) USD 84,0 milhões -2,8%
Físico (CDs e DVDs) USD 33,0 milhões -43,2%
Downloads USD 9.4 milhões -44.9%
Sincronização USD 1,1 milhão -8,4%

Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Discos – ABPD

No Brasil, mais de 75% das receitas da indústria de música são relacionadas a receitas por escuta (streaming ou execução pública). O brasileiro prefere pagar pelo direito de escutar música (streaming ou shows) do que pagar pela compra de música digital (MP3s) ou física (CDs ou DVDs).

Lições para o músico e produtor independente:

1.O mercado brasileiro se tornou um mercado de Streaming.

No Brasil, o sucesso do modelo de negócio de streaming se explica não somente pelo baixo custo dos serviços de streaming, mas também pela estrutura das conexões de acesso a internet. No Brasil, estima-se que 121 Milhões de brasileiros usam a Internet e que 106 Milhões de conexões são feitas com smartphones, 28 Milhões com tablets e apenas 24 Milhões com banda larga. Por este motivo, considerando as limitações de capacidade de memoria de estocagem de arquivos mp3s nos smartphones populares e as dificuldades de downloads de música com os celulares, o sucesso do modelo de streaming no Brasil não é surpreendente.

2. O músico independente precisa poder gerar seus próprios códigos ISRC.

Para o músico independente, a consequência imediata do desenvolvimento do streaming é que ele precisa colocar suas músicas nas redes internacionais de streaming tais como o Spotify, Deezer, Rdio, Google play para poder lucrar com suas músicas. A segunda consequência é que o músico precisa se tornar um produtor fonográfico para conseguir gerar seus próprios códigos ISRC sem os quais ele não pode comercializar adequadamente globalmente suas músicas. O manual prático de produção musical independente explica o passo a passo que o músico deve seguir para comercializar suas músicas na internet.

3. O cliente é pouco sensível à qualidade do áudio.

Considerando as diferenças de qualidade de áudio que existem entre os arquivos ultra comprimidos de streaming, os arquivos MP3s, os CDs e os DVDs, é possível afirmar que o consumidor atual é pouco sensível à qualidade e à resolução da música que ele consome, como atesta o sucesso do modelo de negócio de streaming. Isso se explica em parte pelo fato que normalmente as pessoas estão acostumadas há mais de uma década com uma qualidade mediana de áudio comprimido no formato MP3 e acabam não percebendo mais as perdas que arquivos muito comprimidos de streaming possuem. De fato, para os entusiastas da música em alta resolução que gostam de escutar músicas não comprimidas nos formatos PCM, WAV ou AIFF, um arquivo no formato MP3 (por mais que ele tenha um bitrate alto de 256kbps, por exemplo, ou seja, menos comprimido) já foi comprimido em excesso e não tem mais a qualidade necessária para ser considerado como ótimo. Por outro lado o consumidor atual está ciente que não adianta muito escutar arquivos em alta resolução em fones de ouvido de qualidade básica, tais como aqueles que são vendidos junto com os smartphones. Portanto, se você é músico independente não se deixe enganar pelos estúdios de gravação que vendem seus serviços enfatizando a importância da qualidade do áudio e das gravações feitas com taxas de quantização de 24 bits. A realidade é outra como atestam as estatísticas. Atualmente o consumidor consome baixa qualidade de áudio em streaming e não vê nenhum problema nisso. Portanto, gravações feitas em home studio com resolução de 16 bits (qualidade CD) são ótimas e suficientes para comercializar diretamente suas músicas. Uma gravação em 24 bits em estúdio profissional não dará nenhuma melhoria de áudio considerando o processo de compressão que as plataformas de streaming irão fazer com suas músicas. Lembre-se que atualmente apenas uma minoria de consumidores compram música em alta resolução (CDs ou arquivos não comprimidos em WAV). As vendas por download são principalmente de música no formato mp3 e raramente em formatos não comprimidos.

4. O Youtube não é uma plataforma rentável para o músico e produtor independente.

Os estudos atestam como o Youtube se beneficia legalmente nos Estados Unidos de vantagens (conceito de “safe harbour” criado na legislação americana pelo Digital Millenium Copyright Act DMCA de 1998) que permitem remunerar muito pouco os artistas. Portanto, o Youtube não é uma plataforma rentável para o músico e produtor independente. O conceito de “safe harbour” cria uma rede de proteção ao Youtube em relação à sua responsabilidade sobre o conteúdo veiculado na plataforma, que permite impor condições ao mercado musical infinitamente inferiores àquelas obtidas junto aos demais parceiros digitais do setor (Spotify ou Deezer por exemplo). Estudos mostram por exemplo que o Spotify paga 20 vezes mais para os artistas do que o Youtube. Essa diferença pouca conhecida pelos produtores independentes é conhecida como o “value gap” e é o maior problema do músico independente quando ele usa apenas o Youtube para tentar viver de música. Em realidade, um músico tem maiores oportunidades de viver de música com uma distribuição global das suas músicas em todas as plataformas de distribuição digital se ele tem um público fiel que curte, escuta e compra sua música. Esperar tornar-se viral no Youtube, não é uma boa estratégia comercial para o músico independente. Use o Youtube apenas para divulgar suas obras e para incentivar o seu público a escutar suas músicas em outras plataformas (Spotify, Deezer, etc.) e comprar elas no itunes, no amazon ou em outras plataformas semelhantes de distribuição digital.

 

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fev 18

Editora César Ramos & Cia Ltda

Editora CR

A Editora CR é a editora da César Ramos & Cia Ltda. Ela tem sede em São Paulo e registro na agência brasileira do ISBN nº978-85-911432.

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fev 18

Loja virtual cesarramos.tv

Apresentação da Loja virtual da César Ramos & Cia Ltda

A loja virtual da César Ramos & Cia Ltda (cesarramos.tv) oferece dois tipos de produtos: álbuns musicais e livros. Ela contém poucos botões de compra e é totalmente segura.

A loja usa apenas dois sistemas de pagamento totalmente confiáveis: a plataforma PagSeguro para a venda de livros impressos e a plataforma PayPal para a venda de produtos digitais.

A entrega dos produtos digitais como músicas no formato MP3 ou livros eletrônicos (Ebooks) no formato PDF é feita pela plataforma de distribuição SellFy que é integrada com o sistema PayPal. A plataforma permite a venda e a entrega imediata “online” dos produtos digitais. Logo após a confirmação da compra, os arquivos comprados podem ser baixados online.

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fev 18

Sistema PagSeguro

Sobre o sistema PagSeguro da UOL

O Sistema PagSeguro da UOL é o maior provedor de soluções de pagamento do Brasil. A UOL é o maior portal da América Latina desde 1996 e é uma empresa listada na BOVESPA. O sistema PagSeguro foi escolhido por César Ramos porque ele oferece confiança para quem compra e quem vende.

Para quem compra o PagSeguro oferece as seguintes vantagens:

  • Entrega garantida ou dinheiro devolvido;
  • Todos os vendedores são certificados pelo PagSeguro e não são “fantasmas”;
  • Os dados das transações comerciais e do cartão de crédito não são comunicados ao vendedor (loja virtual) que recebe apenas os dados para a entrega dos produtos;
  • O PagSeguro usa altíssimo padrão de segurança e criptografia EV SSL como atesta o url verde https;
  • O PagSeguro aceita todos os meios de pagamento em reais: cartão de crédito, boleto bancário, débito, ou saldo na conta pagseguro;
  • O sistema aceita o parcelamento da compra;

Para quem vende o PagSeguro oferece as seguintes vantagens:

  • O internauta cliente usa um sistema de pagamento que ele conhece e no qual ele pode confiar;
  • O PagSeguro aceita todos os meios de pagamento em reais: cartão de crédito, boleto bancário, débito, ou saldo na conta pagseguro;
  • O sistema aceita o parcelamento da compra;
  • A análise de risco da transação é feita pelo PagSeguro que aprova todas as transações;
  • O PagSeguro garante e faz o pagamento diretamente para os vendedores certificados;

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